Perseguição a pessoas com albinismo em Nampula

pereguicaoaalbinosNa Província de Nampula, qualquer família com um membro portador de albinismo vive aterrorizada, receando que a qualquer momento aconteça o pior. Numa única família, um jovem com albinismo foi raptado e esquartejado; o cadáver de seu irmão foi desenterrado e roubado e a irmã mais nova, também sofrendo de albinismo, vive aterrorizada.

O carácter hediondo dos assassinatos a pessoas com albinismo assume níveis de crueldade macabra, quando as vítimas são esquartejadas vivas, pois acredita-se que os seus gritos de dor tornam os tratamentos desejados mais eficazes. Continuar

Saúde em risco e educação comprometida nas comunidades reassentadas em Tete

BagamoioAs comunidades que vivem a experiência do reassentamento involuntário e de contacto com projectos de mineração de carvão em sete localidades da Província de Tete, abrangendo os distritos de Moatize e de Marara, juntaram-se ao longo de dois dias, na última semana de Julho, para partilharem suas vivências, na perspectiva das suas condições de vida, determinadas pela actividade mineira naquela região do nordeste de Mocambique. A iniciativa envolveu comunidades das localidades de Cassoca, Chissua, ʺ25 de Setembroʺ, Catete, Bagamoyo, Cateme, Mwaladzi e Nchenga, todas situadas em zonas abrangidas por actividades de exploração de carvão mineral, envolvendo três empresas estrangeiras, nomeadamente: a Vale Moçambique (Brasil), a Jhindal e a ICVL (India). Continuar

Reassentamento de Mwaladzi: modelo ou pesadelo?

Mwaladzi - TeteQuando o arranque da mina de carvão de Benga determinou, em 2010, o início do reassentamento involuntário de 736 agregados familiares planificados, de Capanga para a região de Mwaladzi, na Província de Tete, acabavam de ocorrer as primeiras revoltas dos camponeses reassentados pela Empresa Vale, em Cateme, em protesto contra as condições de vida degradantes em que viviam. Continuar

Comunidade de Catete enclausurada

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Residentes de Catete na linha feira que transporta o carvão da VALE

Com a concessão da Vila de Chipanga à mineradora VALE, a população de Catete ficou sem acesso a serviços básicos como a educação, saúde e água potável. Para além da falta destes serviços básicos, a prática da agricultura foi bastante afectada com a poluição do rio que a população usa para o regadio. Os comboios transportando o carvão passam à poucos metros do rio. Continuar

VALE elimina a agricultura em Moatize

IMG_7281Quando os residentes de Chipanga foram reassentados no Bairro 25 de Setembro, parte desta deixou de praticar a agricultura devido a falta de terra.   Para um efectivo de mais de 250 famílias houve promessas por parte da VALE de cedência de terras para a prática da agricultura, algo que  entretanto nunca chegou a acontecer. Este facto foi acompanhado pela falta de vontade tanto por parte da VALE assim como do Governo. Continuar

Casas precárias em Cateme

CatemeDesde que começou o processo de reassentamento das comunidades provindas de Chitanga para Cateme, tem havido por parte das comunidades reassentadas um grande descontentamento com relação ao estado precário das casas atribuídas pela Vale. Logo após a construção das casas, estas  apresentaram rachas, tendo sido em algumas vezes reabilitadas várias vezes desde 2009. Algumas pessoas reassentadas ainda não foram indemnizadas pela precariedade das casas construídas pela vale. Continuar

Vale Moçambique semeia luto em Moatize

Olaria em MoatizeCom a inserção da empresa Vale em Moatize, os oleiros de Bagamoio foram obrigados a paralizar as suas actividades de sustento diário (a olaria ou seja fabrico e venda de tijolos), pondo desta forma a comunidade vivendo na miséria. Desde muito tempo foi com aquela actividade que os oleiros de Bagamoyo conseguiam sustentar as suas necessidades no seu dia a dia. Continuar